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agosto 27, 2009
EMPRESANDO A CRIANÇA
Esta animação foi adaptada do conto de
Franklin Cascaes,
editado na íntegra no livro
O Fantástico na Ilha de Santa Catarina,
editora da UFSC
.
A visita indesejável , que chega na casa do pescador, era da prima
Dedela,
uma bruxa autêntica, que acabou empresando a criança. Seo Diolindo foi então chamar a benzedeira Dona Chica:
..."Ao entrar no quarto a benzedeira avistou a bruxa, que estava
empresando
a criança, acocorada num canto. Sinhá Chica iniciou imediatamente um desafio contra o poder bruxólico.
-Ah!
Antão
estás aí assentada no canto da casa, sua discarada. Cumigu tu não
tiras farinha
não, sua mula-sem-cabeça. Eu, cás minha santa palavra, vô currê cuntigo desta casa prá sempre. Vô te jogá no fundo do
mári
sagrado, ondo o boi preto não berra, nem criança de peito chora"....
ANTÃO
- Então.
EMPRESAMENTO
- Feitiço feito para alguém por uma bruxa. O mesmo que embruxamento.
MÁRI -
Mar.
TIRAR FARINHA
- Levar vantagem em alguma coisa. Também brincar com alguém, pegar no pé.
(Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina).
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3486 verbetes, 136 páginas, 18,00.
O “Dicionário da Ilha – Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina”
, de Fernando Alexandre com ilustrações de Andréa Ramos, foi lançado em dezembro de 1994 pela Cobra Coralina Edições e já está em sua 30 edição, com mais de 30 mil exemplares vendidos.Traduz a linguagem dos "manezinhos" da Ilha, moradores da Ilha de Santa Catarina, também conhecida como Florianópolis.
Onde encontrar o livro
www.saraiva.com.br/
www.livrariascuritiba.com.br/
www.livrariascatarinense.com.br/
www.livroselivros.com.br/
Cobra Coralina Edições: cobra.coralina@ig.com.br
TEM, NUM TEM?
"Este pequeno dicionário com os falares da Ilha de Santa Catarina surgiu de duas necessidades. A primeira delas de entender um pouco mais a alma deste povo alegre, desconfiado, ingenuamente irreverente e colorido como sua ilha. A segunda, de esvaziar uma gaveta cheia de palavras que fui acumulando durante os anos em que aqui vivi e vivo.
Da primeira edição lançada na primavera de 1994 com 1374 verbetes até esta que estamos lançando agora, passaram-se 21 edições e 25 mil exemplares. Nestes nove anos, apesar de ter feito três atualizações e do número de verbetes ter praticamente dobrado, o dicionário continua como surgiu: incompleto e impreciso, perecível e precário. Como todo dicionário. Talvez até irresponsável, pelo fato de não ser lingüista e muito menos lexicólogo, e ter optado por fazer um trabalho não acadêmico, onde a oralidade e o jeito de falar fossem mais importantes que a grafia. Uma tentativa de escrever pela boca, onde os sons fossem mais importantes que as letras. Enfim, uma forma livre de juntar palavras que estavam soltas na literatura, nas ruas, shoppings, bares, praias e costões ou mesmo perdidas em alguma ilha deserta da memória.
Ele não é um dicionário que mergulha nas raízes indígenas dos Cariós, os verdadeiros nativos da ilha.Também não é um dicionário só dos falares portugueses que por aqui chegaram com o “descobrimento” nem mesmo um dicionário que se restrinja ao sotaque e a língua dos açorianos que nos colonizaram a partir de 1748. Ele procura ser tudo isso ao mesmo tempo, acrescido de palavras que um vento sul juntou, de outras que um “pampeiro amarelo” separou ou mesmo que foram atropeladas por um verão com um forte sotaque gaúcho ou castelhano. Um amplo mosaico lingüístico, uma foto polaroide ou um flagrante de como se falou e se fala hoje na Ilha de Santa Catarina. Se é que isso é possível.
Espero que ao resgatar, incorporar e registrar essas palavras e expressões tenha conseguido flagrar a musicalidade, a sonoridade e esse jeito gostoso e muito próprio que os moradores da ilha têm de mastigar as palavras, de flexionar a voz e de ver e sentir o que está a sua volta.
E ainda, se possível, que seja um agradecimento e uma declaração de amor à ilha e as pessoas que tanto têm me dado. Com todas as palavras."
Fernando Alexandre
(Primavera de 2003)
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